"(...)Se contudo, as forças do mal forem poderosas demais, a lei moral volta a se impor e, freqüentemente, utiliza-se de meios violentos para restaurar a harmonia onde esta foi perdida. Para consumar isso, é comum um ser de ordem mais elevada, um deus, que em sua manifestação usual é incorpóreo, nascer entre os seres humanos e tornar-se um avatar, alguém que 'desceu' à Terra por seu próprio poder. Muitas vezes, nessa manifestação física ele não tem ciência de seus antecedentes divinos, vindo a descobri-los somente no decorrer da sua vida entre os mortais. Um avatar, portanto, possui diversas qualidades, incluindo algumas que, segundo nossos próprios padrões, ficariam aquém das divinas: hostilidade, espírito de vingança e uma noção presunçosa da sua própria importância. Essas qualidades lhe são necessárias para enfrentar confiantemente as forças do mal, os Asuras, que também se encarnaram e são, decididamente, inimigos ferozes empenhados em lutar até o fim.(...)" - trecho da introdução de B.A. Van Nooten para a versão do Mahabharata de William Buck, In: KRISHNA. Bhagavad Gita. Trad. Humberto Rohden. 2ª ed. Martin Claret. São Paulo:2007. P. 168.
Então tá, né? Nada de errado em ser um deus, ok?
28 Agosto 2008
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