23 Novembro 2006

O LADO ARGHHHHH DAS COISAS

MEIA-NOITE E POUCOS. VOU LEVAR A MO EM CASA. QUANDO SAÍMOS DO PRÉDIO ESTAVA PASSANDO UMA VIATURA DA BRIGADA. ENTRO NO CARRO ESTACIONADO NA FRENTE DO PRÉDIO. A PORTA DA MO ESTÁ ENTREABERTA. ESTRANHEI. ALGUMA COISA CAÍDA NO ASSOALHO. FECHO A PORTA PRA MONICA. MINHA FECHADURA ESTÁ EM UMA POSIÇÃO INCOMUM. O PINO DA PORTA DO MOTORISTA ESTÁ ERGUIDO, A PORTA ESTAVA DESTRANCADA. ENTRO E VEJO O MIOLO DA CHAVE DE PARTIDA FALTANDO, FIOS PENDURADOS.

-SAI. VAMO ENTRA. E TRANCA A PORTA. TENTARAM ROUBAR O CARRO.

CORRO PRA DENTRO DE CASA. CHAMO O PAI E A MÃE. NA VOLTA, UM TRAVESTÍ DE SAIA BRANCA PERTO DO CARRO COMEÇA A SE AFASTAR, CAMINHANDO PELO MEIO DA RUA.

EU E O PAI EMPURRAMOS O CARRO PRA GARAGEM, DO OUTRO LADO DA RUA, GUARDAMOS NA VAGA.
GGGGGGGGRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!

O LADO BOM DAS COISAS:

No exato momento em que saíamos do prédio uma viatura da BM estava passando pelo Corsinha. Isso deve ter afugentado o larápio safardana filho de uma turbina do capeta. O carro já não ligava mais com a chave, o que significa que a parte elétrica já tinha sido desmanchada, só faltando fazer a ligação direta.

Não levaram nada do interior do veículo. Iam levar o carro mesmo.


O LADO ESTRANHO DAS COISAS:

O pai recém tinha ido deitar, e estava com um mau pressentimento de que eu ligaria pra ele avisando que tinha batido o carro e estava detido com a brigada militar. Nessa hora eu entrei no quarto: "TENTARAM ROUBAR O CORSINHA"

A mãe, antes de eu sair, disse uma coisa que eu nunca ouví dela: "Não tranca as portas de casa." Dei só uma volta na chave da grade. Em dias normais, tranco as duas portas com duas voltas. Se eu tivesse trancado, teria sido mais demorado entrar em casa correndo como eu fiz e avisar.

Eu também, antes de sair, pensei em avisar a Mo: "Quando a gente sair, finge que não tá indo pro carro, pra evitar assalto". Pensei isso quando meti a mão na maçaneta do prédio, mas não falei nada.

A Mo se envolveu em 3 incidentes com carro nos últimos tempos. Acho, sinceramente, que isso é magia negra da Barata Branca. Mas como Deus é mais forte, e me protege e aos meus queridos, nada nos pega. Não adianta, volta em dobro. Pode bater tambor, desgraçada.

Enfia essa vela preta no cu!

O Senhor é meu pastor e nada me faltará!

Pregação?????? Não. Explico:

Não sou um papa-hóstia. Não sou assíduo em nenhuma religião. Só não nego aquilo que é inegável. Não que seja inegável por ser verdade. Pra mim é verdade por fé. Isso me basta. Mas essa força suprema que eu gosto de chamar de Deus é também racionalmente inegável. Ninguém tem elementos suficientes pra afirmar ou negar Sua existência. Nem mesmo a Física, Química ou qqr outra ciência, credo ou religião. Só isso. Então, cada um é livre pra crer no que quiser.

Eu, pela quantidade de vezes que não me arrebentei ante o esgualepamento iminente, acredito. Pela quantidade de vezes que cheguei inteiro em casa sem me lembrar como, eu acredito. Pela quantidade de vezes que sem termos dinheiro em casa acertamos a quadra na mega-sena e pudemos comprar comida, eu acredito. Pela quantidade de vezes que quase morrí no trânsito e tive a impressão de que uma outra mão assumiu a direção do carro, eu acredito. Pelas vezes que ouví meus instintos e saí da festa antes da briga começar, e antes de dar sinais, eu acredito. Pelas pessoas desconhecidas que me disseram exatamente o que eu precisava ouvir e depois eu nunca mais ví, eu acredito.

Podem chamar de sorte. Prefiro chamar de Deus, Pai... E Maria, minha Mãe. E eles me amam. Só isso. Tudo isso... enfim, é essa a idéia.

18 Novembro 2006

Desconcertante

-Almodovar? Prefiro Tarantino.
-Mas eles são completamente diferentes!!!
-Exatamente por isso.

....

-Falou então.
-Falou.

BLAM! SLAM! BLAM!

-Carlos, como eu fecho essa porta?
-Gira a maçaneta.

....

[discussão sobre aborto]

[pausa na conversa]

-Tá, mas pra onde vai o neném?
-Vou no DECORDI.

[pausa]

[gargalhada]

-Que foi?
-Eu tava falando do neném no aborto a vácuo!

....

[discussão polêmica]

-Mas eu não acho que isso seja assim.
-Tá, tudo bem, isso é porquê tu tá errado.

....

-Eu não sei porquê ninguém tem um relacionamento duradouro comigo. Acho que é porquê eu tenho cara de vagabunda.

....

(Don Fernando)
-Recebí uma carta do meu pai.
-E o quê dizia?
-Dizia: "Não é da sua conta".

....

-Como eu acabo com todos os meus problemas?
-Te mata.

[silêncio pensativo]

-Tá, mas aí eu não aproveito o fato de não ter mais problemas.
-Tu não quer mais nada, né?

....

-Ando estressado. Queria acabar com essas preocupações.
-Valium

....

-Eu não sei porquê, mas tudo que eu faço dá errado.
-É simples: Tu faz tudo errado.

....

-Eu ouço vozes, às vezes.
-Eu também. Elas me dizem pra me afastar de pessoas estranhas. Tchau.

....

-Eu quero que tu me apronte os relatórios até segunda-feira.
-Eu quero uma Ferrari. Nem por isso eu fico te enchendo o saco.

....

-O que devo fazer para viver num mundo melhor?
-Um bom primeiro passo é não fazer esse tipo de pergunta.

13 Novembro 2006

Encontro da Família

480 gringos reunidos no interior de Caxias:

comida, muita comida
enxurradas de vinho
música típica colona
gente que fala alto e pelos cotovelos
MUITA gente que eu não conheço.

Não sei ao certo o que aconteceu. Me despí da consciência e tentei não ser notado. Não quis pensar no que estava acontecendo. Quando ví, já estava dormindo de volta ao ônibus, dormindo.

Obrigado, Deus, pela minha capacidade de desligar o senso crítico.

Não confraternizei com os nativos. De idade próxima, só umas 2 pessoas pareceram interessantes. Os adolescentes eram agro-boys e rural-patys, acéfalos. Os jovens adultos já estavam naquela de casar, ter filhos e ganhar dinheiro. Isso quando já não eram casais com dinheiro e filhos. Conversei - se é que cheguei a tanto - com aquelas tias e tios que eu nem sabia que tinha. O único tema parecia ser: "Tu é filho do Álvaro e neto do Christiano?".

Enfim... Jabor salvou a ida, o passeio pelo cemitério salvou a hora da missa, o vinho e a ótima comida salvaram o almoço, e a volta ficou sob os cuidados de Morfeu. Adoro ver a paisagem da serra de dentro de um ônibus voltando pra casa.

Ganhei uma caneta.

Definitivamente Caxias me deprime.

NOTA MENTAL: "ODEIO CAXIAS"

10 Novembro 2006

Quarta-Feira do Livro

Eu e a Mô fomos lá na quarta. Exceto pela quantidade de zumbís perambulando entre os corredores, e por um desentendimento com uma VACA balconista de uma BANCA CRETINA E ESCROTA QUE SE EU LEMBRASSE O NOME ESTARIA XINGANDO MUITO AGORA, tudo tranquilo.

Na verdade, o passeio foi legal, e me rendeu 2 livros:

E-mail - Matt Beaumont: Simplesmente sensacional!!! Paguei R$ 31,00 e valeu cada centavo. Ja foi devidamente devorado. É todo escrito em forma de e-mails trocados de uma empresa de publicidade londrina. Hilário!

PornoPolítica - Arnaldo Jabor: Dei uma lida por alto, vou atacar esse fim-de-semana. Parece um ótimo livro, veremos se o Jabor vale a imagem presunçosa que ostenta ou se não passa de um Paulo Sant'anna com abrangência territorial maior.

Infelizmente a Mô não tava muito inspirada pro consumo aquele dia, então só levou um livro de Direito sobre contratos. Mas hoje ela voltou lá com a mãe dela e parece que foi muito mais proveitoso.

Mais uma vez, a Feira cumpriu seu papel.

04 Novembro 2006

Individualismo ou agorafobia?

Me dei conta de que pra certos aspectos da minha vida eu sou extremamente individualista. Não curto casa lotada, me sinto desconfortável. Saio sempre no canto da foto pois sempre sou o cara que está mais afastado do centro da festa. Adoro espaços amplos e vazios.

Fico na parte isolada, geralmente fora da festa. Geralmente não gosto de "fazer parte". Digo geralmente pois geralmente fazer parte significa somar-se a um grupo que, em sua média, é estúpido. Sou seletivo, mas só quem reclama disso e me chama de presunçoso é quem não recebe minha atenção. É até engraçado. Já fiquei de fora das festas que eu mesmo armei. Eu gosto de pouca gente. Qualidade, pessoas de qualidade!

Um salão de baile do tamanho de uma casa seria o ambiente ideal pra colocar uma poltrona de couro num canto e ficar olhando o vazio. Ou uma TV beeeeem grande. Ouvir música, talvez.

Acho que isso tem a ver com o tamanho do meu ego, que determina o quanto as pessoas devem ficar afastadas. Minha esfera individual. Ou então eu tenho medo de me envolver com grande número de pessoas, e sacrificar meus momentos de preguiça no processo.

Fui na Renner com a minha namorada. Na Renner de um shopping, pra ser mais exato. Caralho! Como eu odeio shoppings. Gente demais. Pessoas se esbarrando. Vozes que eu não consigo entender, barulho demais. As pessoas parecem gralhas. Que tormento! Ou talvez isso seja desconforável só porque eu perco o controle da situação, e meu ego inflado achar que eu sou Mussolini.

Por isso gosto de escolher quem vem na minha casa, e quando. Acho que minha casa é minha guarida, meu reduto. Aqui posso ouvir minha música, tocar minha guitarra, manter minha bagunça e cometer meus pequenos delitos. Mijar de porta aberta, andar pelado pela casa, coçar o saco assistindo merda na TV, esse tipo de coisas agradáveis que se tiradas pra fora da esfera de conforto das casas gerariam o caos social.

É isso! Minha casa e meu blog são os espaços nos quais eu posso deixar fluir minha insatisfação. Aqui eu crio e destruo quem ou o que eu quiser. Quem entra aqui se submete a mim. Se não quiser, vá embora. Aqui eu sou o Senhor. Acho que é por isso eu só vou na casa dos outros se convidado, e só telefono se achar que a pessoa espera que eu ligue. Não gosto de me sentir preso, nem mesmo às convenções sociais. Odeio acordar todos os dias e saber que invariavelmente vou passar por alguma situação em que vou ter que me submeter à vontade de outras pessoas.

Acho que meu namoro flui bem porque não há obrigações entre nós. Nos amamos, e não temos nenhum dever um com o outro, mas cada um consigo mesmo. Sou fiel porque eu quero ser fiel, ligo pra Mônica porque gosto de ouvir a voz dela e saber como foi o seu dia, e não porquê ela me cobre isso. Ela respeita esse meu caos, e eu respeito os espaços dela. Eu gosto de vê-la feliz comigo, e isso me faz feliz.

Com meus amigos, a mesma coisa. Não visito eles com freqüência, mas tenho fé na nossa amizade. Acredito que ela exista independente de a quanto tempo não nos falamos. Acho que amizade não tem muito a ver com proximidade física, ou presença constante.

Provavelmente alguma corrente da psiquiatria que diz que isso é algum distúrbio de personalidade, e outra que exalte como virtude. Ou então é pacífica a qualificação como disturbio anti-social. Azar. Sei que há até medicamentos que te fazem mais feliz em meio a multidões, ou ao menos indiferente. Mas, sei lá, tomar esses remédios seria negar minha natureza. Por isso não vou num psiquiatra. Eu sou um cara que esquenta a cabeça por pouca coisa, eu sei. Já tomei um soco na cara pra evitar que me roubassem meu isqueiro. Outra vez levei pontapés pra impedir que levassem meus cigarros. Pelo menos consegui impedir. What the fuck so ever. É também por isso que vocês me amam e eu amo vocês, meus amados leitores.

01 Novembro 2006

DESISTO

Não dá. Simplesmente insustentável esse BloggerBeta do Google. ARGHHHHHHHH!!!!!! Ainda bem que deu pra voltar!

UNDER MAINTENANCE



MEU POVO E MINHA POVA, ESSE É O NOVO TEMPLEITE BÁSICO.

VOU MELHORAR ELE AOS POUCOS, ASSIM QUE EU PEGAR O JEITO COM ESSES HTMLs DO BLOGGER BETA. ENQUANTO ISSO, VOU POSTANDO.

E, a propósito, SIM, EU PERCEBÍ QUE OS COMMENTS SUMIRAM. TENHO ELES ARMAZENADOS E ASSIM QUE DER RESOLVO ESSE PROBLEMINHA

Vou adaptar aos poucos. Me dêem 1 mês antes de darem sugestões quanto ao template, pelamordedeus!